Exames cardiológicos comuns

Informações organizadas por tópicos, em linguagem clara, sem excessos e com foco em utilidade clínica.

Eletrocardiograma (ECG)

O ECG registra a atividade elétrica do coração. É rápido, indolor e costuma ser o primeiro exame quando há sintomas como dor no peito, palpitações ou falta de ar, além de ser útil em check-ups bem indicados.

O que ele responde bem: arritmias em curso, sinais indiretos de isquemia/infarto (dependendo do contexto), bloqueios de condução, sobrecargas e algumas alterações metabólicas.

Holter 24h

Monitora o ritmo do coração continuamente por 24 horas (ou mais), ajudando a correlacionar sintomas (tontura, palpitações, desmaios) com arritmias.

Quando é mais útil: sintomas intermitentes, suspeita de pausas, taquiarritmias, extrassístoles frequentes ou avaliação pós-terapia.

MAPA 24h

Mede a pressão arterial automaticamente ao longo do dia e da noite. É especialmente útil para confirmar hipertensão, avaliar “hipertensão do avental branco” e checar controle pressórico real com tratamento.

Ponto-chave: o comportamento noturno da pressão (queda esperada durante o sono) pode mudar condutas.

Ecocardiograma

É um ultrassom do coração. Avalia função do músculo cardíaco, válvulas, câmaras, pressões estimadas e pode sugerir causas de sopros, falta de ar, cardiomiopatias e outras condições estruturais.

Limitação importante: não é um exame “para ver entupimento” de coronárias diretamente; ele pode sugerir consequências (ex.: alteração de contratilidade), mas não substitui avaliação específica de coronárias quando indicada.

Teste ergométrico

Avalia resposta do coração ao esforço (sintomas, pressão, ECG durante o exercício). Pode ser útil em alguns cenários, mas não é “curinga” nem deve ser pedido automaticamente para todo mundo assintomático.

Usos comuns: avaliação de sintomas ao esforço, capacidade funcional, resposta pressórica e alguns contextos de estratificação, sempre com indicação correta.

AngioTC de coronárias

Tomografia com contraste que avalia anatomia das coronárias com alta sensibilidade para excluir doença obstrutiva em muitos cenários, especialmente em risco baixo a intermediário.

Pontos práticos: envolve contraste e radiação; a indicação depende do contexto clínico, frequência cardíaca, função renal e objetivo do exame.

Cateterismo (coronariografia)

Exame invasivo que visualiza as coronárias por contraste diretamente. É fundamental em cenários específicos (por exemplo, suspeita forte de doença importante, síndrome coronariana aguda, ou quando um exame não invasivo indica alto risco).

Por que não é “check-up”: como todo procedimento invasivo, tem riscos e deve ser reservado para indicações claras, com benefício esperado.

Última atualização: 29/12/2025